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Turismólogo - Educador Social Mestrando e doutorando em Estudos do Lazer - UFMG Presidente da Obra Kolping de Minas Gerais Militantes de movimentos sociais populares em Belo Horizonte.

Projeto que revitalizará nascentes do Rio das Velhas contemplará Parque da Vila Barroquinha

Em 2004 os jovens do Movimento Kolping colocaram a Vila Barroquinha no Mapa das políticas Públicas de Belo Horizonte. A intensão inicial era urbanizar o Beco Santo Antônio, que faz esquina com a Rua Ocidental, mas o projeto de mobilização foi tomando corpo e a comunidade obtive diversas melhorias, entre ela destacamos a urbanização e iluminação deste Beco. Depois vieram as remoções das famílias das áreas de risco com objetivo de proteger uma das nascentes da Bacia do Rio das Velhas. Esta semana a PBH anunciou uma grande intervenção para proteger as nascentes do Rio das Velhas e incluiu o Parque da Vila Barroquinha. Saiba mais.

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Portal PBH  – BH em Pauta: Projeto revitaliza nascentes do Rio das Velhas

23/08/2017 | 17:11 | atualizado em 25/08/2017 | 19:40
Revitalizar áreas de matas ciliares ao longo do curso de água e proteger nascentes em Belo Horizonte. Esse é o objetivo de um projeto criado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com o Comitê da Bacia do Rio das Velhas. Mais de R$1 milhão foram destinados para a intervenção. A proteção e recomposição da vegetação das Áreas de Preservação Permanente (APP) será feita ao longo das margens do corpo d’água de aproximadamente 33,6 mil m² no bairro Santa Terezinha, trecho do Córrego Freitas, e de 10,4 mil m² na Vila Barroquinha, Córrego Ressaca, afluente da Lagoa da Pampulha.

“Vale ressaltar aqui que todo esse dinheiro está vindo do Comitê do Rio das Velhas. A contrapartida da Prefeitura foi toda a elaboração dos projetos para recuperação dessas áreas. A ideia é expandir e conseguir revitalizar uma área de mata ciliar por regional para atingir toda a cidade. Com isso, vamos impedir o lançamento de resíduos e entulhos, evitando que o local seja utilizado como bota-fora ou invadido”, afirma o secretário de Meio Ambiente Mário Werneck.

As matas ciliares são florestas ou outros tipos de cobertura nativa que ocorrem ao longo das margens dos cursos d’água e no entorno de nascentes e reservatórios de água. São sistemas que regulam o escoamento de água, sedimentos, nutrientes e poluentes, entre os interflúvios de uma bacia hidrográfica e o canal de escoamento do rio. A vegetação funciona como um sistema de filtragem ou como um sistema tampão, protegendo um dos recursos de vital importância aos ecossistemas naturais e ao homem, o recurso hídrico.

“Apesar de reconhecida importância ecológica, as matas ciliares vêm sendo eliminadas pelos processos de ocupação e de urbanização. Além de desrespeitar a legislação, que torna obrigatória a preservação das mesmas, o processo de degradação das matas ciliares resulta em vários problemas ambientais. O planejamento, a implantação e a manutenção dessas matas pressupõem inúmeros benefícios à população e ao ambiente como um todo, principalmente ao propiciar a melhoria da qualidade de vida urbana”, explica Werneck.

A implantação deste projeto tem também como objetivo atender aos princípios de Política Municipal de Combate às Mudanças Climáticas, com a ampliação das áreas verdes, que contribuem para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa, assim como para a produção de água limpa para os cursos d’água.

Por que preservar

As matas ciliares são fundamentais para o equilíbrio ambiental, sendo que em escala local e regional, protegem a água e o solo, reduzindo o assoreamento dos rios e o aporte de poluentes, criam corredores favorecendo o fluxo gênico entre remanescentes florestais, fornecem alimentação e abrigo para a fauna e funcionam como barreiras naturais contra a disseminação de pragas e doenças nas lavouras.

As matas ciliares apresentam diversas características ecológicas que tornam a conservação imprescindível:

– Evitam a erosão e o assoreamento de nascentes, rios e lagos;
– Contribuem para a estabilidade microclimática, isto é, uma cidade adequadamente arborizada apresenta um clima mais ameno, sem grandes variações de temperatura;
– Promovem a melhoria da qualidade do ar, pela adsorção de material particulado e de gases às folhas das árvores, retirando grande parte da poluição do ar;
– Promovem a captura de carbono da atmosfera, colaborando no equilíbrio das emissões de CO², importante gás do efeito estufa;
– Contribuem para a redução da poluição sonora através do amortecimento das ondas sonoras por barreiras verdes e pelas copas das árvores;
– Promovem a melhoria no paisagismo ou do aspecto visual da cidade, principalmente em diferentes épocas de floração multicores, criando diferentes sensações durante as estações do ano;
– São fontes de alimentos, locais de nidificação e de refúgio à fauna nativa e migratória;
– Promovem a melhoria da saúde física e mental da população.

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